Assim que soube da coleta de sangue no dia 1º de abril, Vicente Borilli, 54, fez questão de garantir seu lugar nesse evento da solidariedade. A primeira bolsa de sangue coletada dentro do ônibus do Hemopasso, que estava em frente ao Centro de Diagnóstico do HSA, na manhã do último sábado, foi dele.
Doador há 30 anos, Borilli que tem sangue O positivo, acredita na importância de atos como este. “Todos os anos, quando possível, a cada seis meses, eu procuro doar sangue. É importante. Salva vidas. Mas, além disso me sinto bem, mais leve, acho extremamente saudável ser doador”, salienta o mesmo.
Evento paralelo à 13ª Feira Municipal da Saúde da Mulher, a coleta de sangue do dia 1º foi, assim como outras já realizadas no Hospital Santo Antônio, um sucesso. Em termos de procura superou expectativas. Apesar, de ter todos os horários, das 8h da manhã às 17h da tarde já preenchidos com cerca de uma semana de antecedência, muitas pessoas que foram até o local na hora da coleta e não sabiam da necessidade de agendar previamente seu horário para realizar a doação. deixaram o nome na lista de espera, torcendo para serem chamadas em casos de desistência ou possíveis reprovações durante e a triagem.
Tatiane Zanchetta, 19, veio de Vila Lângaro especialmente para participar da coleta. Entusiasmada, a jovem que tem sangue A positivo, conta que é a primeira vez que doa. “A gente sempre pensa, tem essa vontade de ajudar, e também há algum tempo tenho a curiosidade de saber se estou apta a doar, se assim for, pretendo doar sempre”, destaca ela. Tatiane, se diz influenciada pela mãe e pela tia, que são doadoras há muitos anos, uma corrente do bem que passa de geração para geração.
Entre jovens, e fiéis doadores, na coleta de sábado em Tapejara, no HSA, foram 90 bolsas de sangue coletadas. Sempre é válido lembrar que o sangue doado não faz a menor falta para o doador. Consequentemente, nada justifica que as pessoas deixem de doá-lo. O processo é simples, rápido e seguro.
E, a semente do bem e da necessidade de ajudar o próximo, parece estar germinando com força dentro dos jovens. Gabriel Scariot, 20, que o diga, doador de primeira viagem, mas que deixa claro desde já sua pretensão em se tornar um doador assíduo. “Sempre tive vontade de doar, às vezes falta tempo, não aproveitamos as oportunidades mas, hoje, com a coleta sendo realizada perto de casa, na minha cidade, precisava aproveitar”, argumenta o jovem, que tem sangue O positivo.
A doação de sangue é um ato nobre de solidariedade e amor para com o próximo. Quando você é doador, está pondo em prática um antigo ditado que se fosse mais propagado em nossos dias, faria toda a diferença: “fazer o bem sem olhar á quem!”.
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